terça-feira, janeiro 25, 2011

no inverno as folhas desaparecem, não se limitam a secar.

creio que Sintra continuará a ser excepção. há sempre sombras verdes, por aqui. por exemplo, há uma parede de minha casa que já é mais verde que branca. o verde entra pelas paredes e tenta possuir o espaço. depois, fica atrapalhado, porque percebe que eu já fui mais verde e receptiva às folhas que voam, com ou sem palavras.

ando sem asas, muito ema - muito ave com asas que não voa. não há ânimo na sombra dos meus olhos. não há fuga que me dê a ilusão de o resgatar. só o colo terno amansa a fadiga e retempera os olhos, que brilham de novo quando olham com amor


*


4 comentários:

claudino disse...

Na primavera da vida, temos que ter sempre presente que o bom tempo virá sempre, mais tarde ou mais cedo.

yolanda disse...

estou aí ao lado para quando quiseres caminhar nem que seja em silêncio.

mundo ao contrario disse...

estava a cumprir o meu ritual de espreitar o blog de culinária da Ines qd vi um comentário teu e nem quis acreditar...a minha Ana Ines de quem eu tinha taaaantas saudades. Adorei ver a tua fotografia, e parece que desde o 9º ano nada mudou. Fico mesmo muito contente por te ter descoberto. Um grande beijinho* Mafalda B

cadernodelinhas disse...

uma ave em qualquer estação é uma ave
pode sair em sintra ou noutro lugar mas ao parecer fuga é a decisão de estar e ser mais perto de si. o brilho e a calmaria de algumas aves não se esgotam. quantas folhas novas vamos ver! quanto tempo demoramos a adorá-las?

beijo imenso