sábado, fevereiro 16, 2008

solidão, diz armindo rodrigues

assim:

Na devoradora agonia
desta aventura de estar só,
nuvem que passas,
inutilmente procuro
o convívio da tua sombra.
Calam-se até na memória
o vento e as fontes.
As estradas não conduzem
de parte nenhuma para nenhuma parte.
Parou o sol.
Esvaziou-se o espaço.
Só tu,
subterraneamente,
em mim esvoaças, esperança,
minha ave de entranhas.



giorno di memoria vietata. anche di impassibile presente. maledetta speranza, mi uccide e non mi fa far nula.

vou embora, que amanhã este não será o meu chão. desaparece, por tacos novos. só tenho fotografias e letras, mas juntaram-se de tal maneira que não me passa a tosse.

parece que engoli o pó todo que cá tenho arquivado.

4 comentários:

pedrovski disse...

olha pela janela da tua solidão e no meio de infinitos abraços, alguns braços talvez muito poucos estão ali mesmo para ti e por ti... mas as vezes basta um abraço forte. basta puxares pelas mãos até junto do teu corpo, porque as vezes um abraço precisa do outro...
as vezes os nossos braços têm a forma de outros corpos...

mar!ana disse...

[Patricia:] "So now, alone or not, you've got a walk ahead. Thing to remember is if we're all alone, then we're all together in that too."

in "P.S. I Love You" (acabadinho de ver)

Vilinha disse...

Nascemos sozinhos e assim morreremos. Que lhe havemos de fazer?! É vidinha...

mas enfrentando a névoa da frente marcamos os passos na terra ausente que se fez de todo o pó acumulado...

um beijo isolado *

:)

thelastlenny disse...

da quanto leggo il tuo italiano è buono...

Spero ti sia arrivata la lettere che ti abbiamo scritto a 4 mani Io e il Della (Luca)